Figueira

Neste episódio, Regina Casé vai à Bahia mostrar a importância que a Figueira tem nas religiões africanas, descobre as características curativas de suas folhas e a forma certa de saudar essa árvore que tem o potencial de crescer em áreas inóspitas.

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Figueira

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Nome científico
Ficus guaranítica Chodat

Família
Moraceae

Características morfológicas:

Árvore lactescente, de 10-20 m de altura, e de imensa copa, podendo chegar a mais de 20m de diâmetro.

tronco dotado de raízes que se desenvolvem acima do solo, junto com o tronco da árvore, chegando a medir 90-180 cm de diâmetro.

folhas grossas, com consistência de couro, sem pelos, de 10-20 cm de comprimento, por 6-10 cm de largura.

flores são diminutas e compostas, reunidas no interior de um receptáculo fechado, dotado de um orifício no ápice, pendente e preso à axila da folha. Esse receptáculo parece um fruto, e de fato a maturação do fruto ocorre ali. Mas somente analisando com lupa o seu interior é que se pode distinguir o estágio em que esse receptáculo se encontra, se de inflorescência, ou se de infrutescência.

fruto composto ou infrutescência, um conjunto compacto de frutos, onde cada fruto situa-se contíguo ou aderido ao outro, de forma que o conjunto se assemelhe a um grande fruto, de 1,5 cm de comprimento, não comestível. Os verdadeiros frutos são os pequenos gomos encontrados nesta estrutura que se formou dentro do receptáculo fechado da inflorescência. Cada fruto porta uma minúscula semente.

semente minúsculas e esbranquiçadas.

floração ocorre em diferentes épocas do ano, porém mais frequentemente durante os meses de setembro-outubro. A maturação de seus frutos verifica-se nos meses de dezembro-janeiro.

uso/árvore por ser frondosa e prover boa sombra, é bastante empregada na arborização rural e eventualmente no paisagismo de praças e grandes jardins.

uso/madeira moderadamente pesada, macia, textura grossa, pouco resistente e durável. Utilizada normalmente para miolo de portas e painéis, para caixotaria leve, para a confecção de chapas de partículas e folhas laqueadas decorativas.

uso/outras utilidades Sua raiz é utilizada para tampo de viola-de-cocho, viola originária do Pantanal. Na medicina popular, a ingestão do leite da seiva diluído em água ou do chá da casca, expulsa lombrigas e combate a hidropisia. A aplicação tópica do leite parece curar a doença de pele cravos de boubas.

obtenção de sementes Colher os frutos diariamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea, ou recolhê-los no chão apos a queda. Em seguida deixá-los em repouso por alguns dias. Macerá-los em água e filtrá-los, separando semente e fruto. Secar as sementes ao sol, caso o plantio não seja imediato. Se não, utilizar o filtrado de água com as sementes em suspensão para semeadura.

produção de mudas Colocar as sementes para germinar logo que colhidas em canteiros sombreados contendo substrato orgânico puro, não devendo ser cobertas. A emergência ocorre em 20-60 dias e a germinação é baixa. O desenvolvimento das mudas é lento, porém o das plantas no campo é rápida.

referêcia bibliográfica LORENZI, Harri. “Árvores Brasileiras Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil”. Vol. I. Editora Plantarum, Nova Odessa, São Paulo, 1992, p.249 | Pereira, Rodrigo Augusto Santinelo; Rodrigues, Efraim; Menezes Júnior, Ayres de Oliveira. “Fenologia de Ficus guaranitica Chodat & Vischer” in “Semina: Ciências Agrárias”, Vol. 16, No 1. 1995: Universidade Estadual de Londrina.

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