Caixeta

Neste programa, conheça a Caixeta, matéria-prima da cultura caiçara do Vale do Ribeira, um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica do país. Por trás da história da caixeta está também uma experiência bem sucedida na busca de soluções para o uso e a conservação da floresta: o Projeto Lagamar, o primeiro de uma série de projetos da Fundação SOS-Mata Atlântica, que vamos conhecer nesta série.

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Caixeta

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Nome científico
Tabebuia cassinoides (Lam.) DC.

Família
Bignoniaceae

Características morfológicas:

Árvore de 4-18 m de altura, de copa pequena.

tronco descamante, de 20-30 cm de diâmetro, de casca clara acinzentada, com fissuras superficiais, provido de raízes aéreas que servem de escora.

folhas simples, sem pelos, espessas e com consistência de couro, elípticas, de 5-23 cm de comprimento por 2,5-8 de largura, sustentadas por hastes de 5-20 mm de comprimento.

flores brancas, vistosas, perfumadas e tubulares, em forma de sino, de 5,5-9 cm de comprimento por 1,5-1,8 cm de largura, parcamente reunidas em cachos de 2-4 cm de comprimento, agregados nas pontas dos ramos.

fruto alongado, de 13-25 cm de comprimento e 1-1,5 cm de diâmetro, quando seco é castanho-acinzentado, do tipo cápsula, que se abre liberando as sementes.

semente marrom, com 2 “asas” finas e côncavas envolvendo o núcleo da semente, de coloração acinzentada, e de 6-7 mm de comprimento por 25-30 mm de largura.

floração ocorre entre os meses de julho e janeiro. Os frutos amadurecem no período de outubro-março

uso/árvore recomendada para o uso paisagístico, pois apresenta características ornamentais e cresce tanto em terrenos secos, quanto em pantanosos.

uso/madeira muito leve, mole, superfície lisa, não racha nem empena durante a secagem, de coloração uniforme, de esverdeada a amarelada, e de baixa durabilidade sob condições naturais. Indicada para a confecção de lápis, brinquedos, caixas finas, salto de calçados, tamancos, palitos de Fósforo, molduras de quadros, violões, bóias, pranchetas etc.

uso/outras utilidades as raízes são utilizadas para fabricação de boias, coletes salva-vidas, afiadores de navalhas e palmilhas.

obtenção de sementes Colher os frutos da árvore, quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida, levá-los ao sol para completar o processo de liberação das sementes.

produção de mudas Colocar as sementes para germinar em canteiros semissombreados contendo substrato rico em matéria orgânica. Melhor irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 7-12 dias e a taxa de germinação é de mais de 70% para sementes frescas. O desenvolvimento das mudas é rápido.

referêcia bibliográfica LORENZI, Harri. “Árvores Brasileiras Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil”. Vol. I. Editora Plantarum, Nova Odessa, São Paulo, 1992, p.47 | Lohmann, L.G. 2010. Bignoniaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro | KUNIYOSHI, Yoshiko Saito. “Aspectos Morfo-Anatômicos do caule, raiz e folha de Tabebuia cassinoides (Lam.) DC (Bignoniaceae) em diferentes fases sucessionais no litoral do Paraná”. 1993: Curitiba, Universidade Federal do Paraná, Ciências Agrárias, Tese de Doutorado em Engenharia Florestal.

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